O MBA-ENGEMAN - Pós-Graduação Lato Sensu em Engenharia de Manutenção, realizado em parceria pela Escola Politécnica da UFRJ e o COPIMAN, com apoio institucional da ABRAMAN, já está com as matrículas abertas, e com início marcado para 10 de março de 2012.
Leia maisEvento atingiu número expressivo de participantes e aproximou a ABRAMAN de um dos setores que mais crescem no País
A Filial V (SP-MS) realizou no último dia 22 de outubro o I Seminário de Manutenção no Setor Sucroalcooleiro – Tendências para o Gerenciamento Classe Mundial. O evento reuniu cerca de 200 pessoas em Ribeirão Preto, entre profissionais do setor, expositores e palestrantes, que apresentaram ferramentas gerenciais capazes de otimizar investimentos e reduzir custos nos processos produtivos. “Grandes nomes da Manutenção brasileira nos deram a oportunidade de discutir aplicações que ajudarão nossas empresas a alcançar um gerenciamento de Manutenção que opere nos padrões de World Class Maintenance”, afirmou o diretor da Filial V, Célio Cunha Prado.
Durante a abertura do Seminário, Prado destacou o Jubileu de Prata da ABRAMAN, completado em 17 de outubro de 2009. “A Associação vem cumprindo um papel bastante importante na sociedade brasileira, ao contribuir para que a Função tenha destaque dentro das empresas no mesmo nível da produção e da qualidade. A Manutenção é estratégica na medida em que consegue fazer a gestão dos ativos de forma eficiente e as empresas que adotam boas práticas de gestão aumentam sua competitividade”, destacou o diretor da Filial V.
O engenheiro Luiz Roberto Messias, responsável pela Manutenção corporativa das 21 usinas da Cosan, apresentou a palestra Panorama do Cenário Atual. O executivo também ressaltou a importância da Função nos processos produtivos. “A Manutenção tem condição e obrigação de ajudar a empresa a obter lucros, já que é responsável pela disponibilidade operacional de uma planta.”
Segundo Messias, para garantir bons resultados, o setor sucroalcooleiro, que enfrenta entressafras cada vez mais curtas, deve investir, principalmente, em um planejamento de Manutenção adequado, mesmo que sem a ajuda de um software específico. O engenheiro também destacou as vantagens da utilização de técnicas preditivas e sensitivas: além de evitarem a desmontagem da planta, diminuem os custos dos materiais e de mão de obra.
O ex-diretor da Filial III (MG), Julio Nascif, apresentou a palestra World Class Maintenance, com foco nos aspectos de gestão empresarial e da Manutenção, com exemplos de melhores práticas, indicadores e benchmarks, além de cases de sucesso.
“Em um mundo globalizado é preciso garantir a sobrevivência das empresas e o caminho mais viável é a gestão, tão importante quanto o conhecimento técnico. Tudo que é planejado é mais rápido, mais seguro e mais barato”, enfatizou.
O Diretor da ABRAMAN, Marlon Marcelo Fonseca, falou sobre o funcionamento do Programa Nacional de Qualificação e Certificação de Pessoal da Área da Manutenção – PNQC da ABRAMAN, que já certificou aproximadamente 14 mil profissionais em todo o Brasil. “A qualificação sempre favorece o indivíduo e as empresas onde trabalha. A certificação, um processo de reconhecimento formal das competências e experiências do trabalhador, contribui ativamente para a qualidade e para a segurança operacional e pessoal das organizações”, explicou Fonseca.
O consultor Luiz Alberto Verri apresentou uma palestra sobre indicadores de Manutenção, considerados por ele uma poderosa ferramenta gerencial.
Para Verri, garantir a qualidade é mais importante que controlá-la e o caminho para se atingir bons resultados é a motivação de pessoal. O consultor citou o Balanced Score Card – BSC, metodologia baseada em indicadores e desenvolvida por professores da Harvard Business School, métodos descritos no livro Qualidade Total na Manutenção Industrial, de sua autoria, indicadores Solomon, e valores benchmarking.
Denis Mortelari abordou a Manutenção Centrada em Confiabilidade – MCC, que determina sistemática e cientificamente os caminhos para assegurar que os sistemas físicos operacionais atendam as necessidades de seus usuários. Para ele, o maior problema não é a falha do equipamento, mas a consequência que o problema pode trazer à produção. “Confiabilidade não é qualidade, nem disponibilidade e sim um número, uma probabilidade. Para aumentar a confiabilidade, temos que trabalhar minimizando a probabilidade da falha ocorrer”, explicou.
Ricardo Gomes apresentou os progressos recentes em termos de decisões cotidianas de operação e Manutenção dos ativos industriais, em particular do setor sucroalcooleiro e agroalimentício. Ele também abordou a realidade técnica comparada à realidade contábil e a relação risco/custo na gestão de ativos industriais. “Há tempos a Função deixou de ser um ‘mal necessário’ para fazer parte da estratégia das empresas. Sem Manutenção, não é possível viabilizar o atendimento das metas”, apontou.
Para encerrar as atividades do evento, o vice-diretor da Filial V, Antônio José de Freitas Neto, apresentou os resultados obtidos a partir da aplicação da Manutenção Produtiva Total – TPM no dia-a-dia das empresas. Segundo ele, no caso do setor sucroalcooleiro, os maiores desafios são reduzir o período necessário para intervenções na entressafra, garantir a maximização dos recursos e evitar problemas durante a safra. “A TPM tem como principal objetivo reduzir perdas, com metas de acidentes, defeitos e quebra zero”, explicou.
Ao final, o diretor da Filial V agradeceu aos presentes e reiterou que a ABRAMAN continuará investindo em eventos voltados para o setor sucroalcooleiro. “Estamos fazendo um trabalho de campo, junto às empresas da região, para identificarmos demanda e melhores oportunidade de atender este segmento, tão importante para a economia nacional”, informou Prado.
Uma das metas a curto prazo da Filial V é expandir suas atividades e promover eventos em outras regiões, como no Vale do Paraíba, em São Paulo, e no estado do Mato Grosso do Sul.
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